segunda-feira, 8 de julho de 2013

4 ferramentas que dificultam o rastreamento na internet



   Ninguém pode ouvi-lo gritar no espaço, mas se você chegar a sussurrar na Internet, você pode ser rastreado por uma dúzia de organizações e pode ser registrado para a posteridade. Apenas visitar uma página pode permitir que seus operadores descubram sua localização física, identifiquem informações detalhadas em seus  dispositivos, e instalem cookies de anúncios que podem rastrear seus movimentos pela internet. 
   Existem algumas pequenas coisas cruciais que você deve saber antes de seguir o caminho para o anonimato online. Primeiro, é importante saber como os proxies funcionam para que você possa compreender suas falhas. Proxies agem como intermediários enquanto você está navegando a internet, estabelecendo a comunicação entre seu computador e a página que você deseja acessar anonimamente. Caso você faça tudo certo, a página alvo verá apenas os dados do proxy (do intermediário). Ela não conseguirá identificar o seu endereço IP real ou outras informações pessoais.
   As páginas que você está acessando não terão a mínima ideia de quem é você, mas o intermediador certamente terá (e alguns serviços proxy guardam logs de servidor sobre a atividade dos usuários, que podem ser intimados). Por essas razões, é importante fazer uma boa pesquisa antes de escolher um serviço proxy. Além disso, páginas podem acessar dados armazenados por complementos de navegadores e tentar, assim, rastrear seu endereço de IP atual.

Algumas Soluções 

   TOR: Trata-se de uma ferramenta poderosa de navegação anônima, que torna o usuário virtualmente irrastreável. Entretanto, ele é muito lento e requer voluntários para servir como 'nós' do sistema.

   Para funcionar, o TOR precisa de usuários funcionando como nós do meio do caminho dos dados, que é relativamente seguro por transmitir apenas informações encriptadas. Entretanto, também é necessário o nó final, que transmite a resposta da solicitação do usuário, que pode ser rastreado e ligado a possíveis ações ilegais que possam vir a acontecer utilizando este anonimato, então há um risco.

   Off-the-record messaging: Trata-se de um protocolo de de bate-papo mais seguro, por conter encriptação na troca de mensagens. A maioria dos grandes mensageiros instantâneos não conta com este recurso e boa parte dos alternativos também não; entretanto, eles contam com a possibilidade de incluir um plug-in para isso. Pidgin, Trillian, Miranda, por exemplo, são softwares que permitem a instalação do plug-in.

   HTTPS everywhere: O nome é quase auto-explicativo. É um plug-in desenvolvido pela própria EFF, que faz com que os usuários se conectem a sites utilizando o protocolo HTTPS automaticamente, quando estiver disponível. Desta forma, a comunicação entre usuário e servidor é encriptada, e é mais difícil obter as informações do usuário. Disponível como plug-in para Firefox e Chrome

   TOSBack: Outra ferramenta criada pela EFF para monitorar os termos de serviço dos principais sites da internet. Ele guarda os termos antigos e permite a comparação com os novos para saber se houve algum tipo de alteração não divulgada para o público nos termos de serviço.


domingo, 30 de junho de 2013

Como criar seu proprio servidor de arquivos em casa

Sendo assim, que tal montar seu próprio servidor de arquivos? Além de ser fácil e rápido, o procedimento é bastante barato, visto que você pode usar peças de PCs antigos que você não utilize mais (ou comprá-las em lojas de artigos usados). Além de armazenar de forma mais segura e privada os seus dados importantes, você também pode usar seu servidor para hospedar sites (economizando aquela graninha que você gastava no seu host).


Monte o hardware

  • Uma placa-mãe (não precisa ser um modelo muito recente);
  • Um processador de pelo menos 2 GHz ;
  • No mínimo 512 MB de memória RAM;
  • Um disco rígido da quantia que você desejar. Quanto mais melhor!

Instale Linux

Não importa se você é um fã da Microsoft e não consegue se desapegar do clássico sistema operacional Windows: é necessário instalar o Linux para fazer seu servidor funcionar corretamente. Recomendo que opte pelas distribuições Ubuntu ou Xubuntu. Ambas são completamente gratuitas e razoavelmente leves, não ocupando muito espaço em seu precioso disco rígido.(são as mais utilizadas para quem não tem muito conhecimento sobre linux, ótimas para quem quer começar).

Configure o compartilhamento de arquivos

hora de iniciar as configurações e todo o trabalho pesado. Antes de tudo, instale o Samba, o programa que fará seu computador atuar como servidor e permitir o compartilhamento de arquivos em rede. Você pode consegui-lo através do próprio Synaptic (pesquisando novas aplicações e marcando-o para instalação) ou pela Central de Programas do Ubuntu.

Abra o terminal (Painel de controle > Terminal ou hotkey Ctrl+Alt+T) e digite sudo su para entrar no modo root. Será necessário reinserir a sua senha. Entre no diretório de instalação do Samba digitando cd /etc/samba. Escreva gedit smb.conf e aperte Enter para iniciar o processo de configuração.


Apague todo o texto do documento (segure as teclas Ctrl+K até deletar tudo) e cole/digite o texto que pode ser encontrado neste link (substituindo “Name” e “Server Name” com o nome de usuário e nome da máquina). Salve o documento (Ctrl+O) e feche-o (Ctrl+X). É necessário especificar uma senha para acessar o Samba; para isto, digite o comando sudo smbpasswd -a. Por fim, reinicie os processos do programa, escrevendo sudo restart smbd e sudo restart nmbd.


Adicionando capacidade FTP

Abra o terminal outra vez (novamente: Painel de controle > Terminal ou hotkey Ctrl+Alt+T) e ganhe acesso root de novo (digitando sudo su e inserindo sua senha do SO). Escreva o comando sudo apt-get install proftpd para instalar o software ProFTPD. Quando você for questionado sobre o tipo de servidor que deseja configurar, escolha a opção “Standalone”.

Mude para o diretório de instalação com a mensagem cd /etc/proftpd/. Configure-o digitando o comando sudo gedit /etc/proftpd/proftpd.conf. Substitua todo o conteúdo do arquivo que se abre pelo código que pode ser encontrado neste link.

Salve as configurações (Ctrl+O e em seguida Ctrl+X) e reinicie o servidor, inserindo o comando /etc/init.d/proftpd restart.

Configure o acesso Shell (SSH)

Ainda no terminal e em modo root, instale o OpenSSH (apt-get install openssh-server) e o VNC Server (sudo apt-get install vnc4server). Configure uma senha para este último aplicativo (digite vncpasswd e insira duas vezes uma senha de 6 caracteres). Crie um comando de login personalizado digitando sudo gedit /usr/local/bin/sharex11vnc. Um novo arquivo será aberto e você deve colar/digitar o seguinte conteúdo dentro dele:


#!/bin/sh
x11vnc -nap -bg -many -rfbauth ~/.vnc/passwd -desktop "VNC ${USER}@${HOSTNAME}" \
|grep -Eo "[0-9]{4}">~/.vnc/port


Defina os direitos do usuário através do comando sudo chmod 755 /usr/local/bin/sharex11vnc. Feche o terminal e permita que o script do VNC Server recém-criado seja iniciado junto ao Linux: percorra o caminho Painel de Controle > Aplicativos de Sessão e clique no botão “Adicionar”. Escreva sharex11vnc nos dois primeiros campos da janela que se abre e dê um “Ok”.
Por fim, ative o login automático de sua conta no Ubuntu (percorrendo o caminho Aplicações > Configurações > Contas de Usuário e marcando a caixa de seleção “Iniciar sessão automaticamente”).

Para se conectar ao seu servidor, você pode usar diversos programas como o PuTTy ou o FileZilla. Na maioria das vezes, tudo o que você precisa fazer é definir o endereço IP do servidor (você deve conferir essa informação antes a partir do PC com Linux), informar a porta (5900) e o destino (localhost:5900).

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O que é outsourcing?


Existem tantas definições para outsourcing quanto existem maneiras de desvirtuá-lo. Mas, basicamente, outsourcing nada mais é do que delegar serviços a terceiros. Em tecnologia da informação, outsourcing pode incluir qualquer coisa desde terceirizar todo o gerenciamento de TI para uma IBM ou EDS a terceirizar um serviço muito pequeno e facilmente definido, como disaster recovery ou armazenamento de dados.
É questão de sobrevivência para muitas empresas aumentar o foco no core business e eliminar preocupações com contratação e gestão de pessoal especializado em operacionalização do sistema, atualização de produtos, suporte a aplicações e à infraestrutura, manutenção dos pontos de rede, voz, dados etc.
Quando se opta por realizar todos esses serviços internamente, por mais que sejam investidas grandes somas na contratação de mão de obra especializada, nem sempre os resultados desejados são alcançados. Já a terceirização proporciona ao cliente ter acesso rápido a profissionais altamente capacitados para resolver eventuais incidentes ou mesmo desenvolver melhorias necessárias ao próprio negócio

Vantagens do outsourcing de TI:
  1. Redução de custos
  2. Equipe especializada
  3. Parceria na sua estratégia de negócios
  4. Continuidade de serviços

terça-feira, 25 de junho de 2013

Business Model Canvas



Em um mercado cada vez mais complexo e competitivo, é de fundamental importância planejar as atividades e áreas que devem ser priorizadas nas estratégias da empresa, evitando assim desperdício de energia com atividades que não conduzem ao resultado planejado.

Para ajudar a organizar as suas idéias de negócios, o modelo Canvas é uma ótima saída. Trata-se de uma ferramenta de gerenciamento estratégico, que permite desenvolver e esboçar modelos de negócio novos ou existentes. É um mapa visual pré-formatado contendo nove blocos do modelo de negócios.
O Business Model Canvas será um mapa dos principais itens que irão constituir uma empresa, que deverá estar sempre sendo revisado cada quadrante ao longo do tempo para saber se cada um está sendo bem atendido ou se é necessário fazer alteração em algum deles para se conseguir um melhor resultado. O mapa é um resumo dos pontos chave de um plano de negócio, mas não deixa de excluir um plano de negócio em si, é uma ferramenta menos formal que pode ser utilizada com mais frequência no dia a dia.




  • 1 – Segmento de clientes
    • Para quem estamos criando valor?
    • Quem são nossos clientes mais importantes?
  • 2 – Proposta de valor
    • O que estamos oferecendo para os nossos clientes?
    • Quais problemas dos nossos clientes estamos ajudando a resolver?
  • 3 – Canais
    • Quais canais de comunicação, distribuição e venda usaremos para entregar nossa proposta de valor aos clientes?
  • 4 – Relacionamento com clientes
    • Que tipo de relacionamento queremos estabelecer com os clientes?
    • Como este relacionamento está integrado ao modelo de negócio?
  • 5 – Fontes de receita
    • Quanto os nossos clientes querem pagar pela nossa proposta de valor?
    • Como os nossos clientes preferem pagar?
  • 6 – Recursos-chave
    • Quais recursos são necessários para fazer o modelo negócio funcionar?
  • 7 – Atividades-chave
    • Quais são as atividades mais importantes para fazer o modelo de negócio funcionar?
  • 8 – Parcerias
    • Quais as parcerias necessárias para criar e entregar a nossa proposta de valor?
  • 9 – Custos
    • Quais são os custos mais importantes relacionados a operação do modelo de negócio?
Abaixo um modelo que pode ser utilizado na pratica.