quinta-feira, 25 de julho de 2013

Como acessar serviços bloqueados no Brasil usando o Google como proxy


Atualmente, a internet representa um dos principais meios de comunicação e transmissão de informações. Isso faz com que diariamente uma série de pessoas entre na rede em busca de notícias, além de a utilizar para trocar mensagens rápidas com amigos e familiares, quebrando barreiras regionais.

Porém, embora haja todo o tipo de conteúdo na rede, nem sempre você tem toda a liberdade que gostaria para navegar na internet. Isso porque alguns países, por exemplo, fazem um bloqueio de conteúdo, não permitindo que certo tipo de material seja acessado na sua região. Da mesma forma, outros proíbem que alguns sites sejam visualizados por pessoas de outros lugares.

Além disso, também há páginas que limitam a quantidade de vezes que você pode ler os artigos disponíveis. Dessa maneira, se você quiser visualizar algum site que se enquadre nessas restrições, não há como fazê-lo sem o uso de um proxy. Porém, nem todos gostam de utilizar esse recurso, pois ele costuma deixar a navegação na internet lenta.

Adicionalmente, nem sempre todos os serviços dessa categoria são seguros, podendo deixar o seu computador vulnerável, especialmente se você estiver usando um hotspot para fazer o acesso. Por isso, abaixo, mostramos uma alternativa para você entrar em sites com algum tipo de bloqueio, utilizando domínios da Google.

Antes de você começar a sua leitura, no entanto, cabe um aviso. Os métodos descritos são “soluções improvisadas” e podem nem sempre ser capazes de fazer o acesso da maneira esperada.

Google Tradutor

O serviço praticamente dispensa apresentações, servindo para fazer a tradução de textos entre vários idiomas. O mais interessante da ferramenta é que é possível utilizá-la para obter o significado tanto de palavras quanto de frases inteiras. Além disso, você também pode aplicar a funcionalidade para sites ou carregar documentos para serem traduzidos.

Embora o serviço seja mais conhecido por ajudar as pessoas a compreenderem algo escrito em outro idioma, o Google Tradutor pode ser utilizado como um proxy. Para isso, você precisa apenas utilizar alguns truques simples na hora de escrever o endereço. Para começar, é preciso definir o idioma de tradução como aquele utilizado na página que você deseja acessar.

Por exemplo, se a página está em inglês, você deve utilizar a linguagem para a tradução (tl) como o inglês. Da mesma forma, o idioma de entrada (sl) deve ser qualquer outro que não coincida com o original. Assim, para o nosso exemplo, você pode utilizar português, francês, japonês ou qualquer outro da sua preferência.

Dessa maneira, para acessar uma página em inglês por meio do Google Tradutor, você deve escrever o endereço dela da seguinte forma no navegador:

http://translate.google.com/translate?sl=pt&tl=en&u=http://www.enderecodapagina.com/

Vale apenas observar que a URL deve ser preenchida com a do site que você deseja acessar, escrevendo-a por completo, como no exemplo acima. As páginas abertas pelo Google Tradutor ficam muito semelhantes ao modelo original, inclusive apresentando imagens conforme o material original e o CSS ao menos parcialmente mantido.

Porém, é preciso ressaltar que, embora este truque seja muito eficiente, ele não funciona para todos os casos e todo o tipo de conteúdo.

Google Mobilizer

O Google Mobilizer é um serviço da empresa de Mountain View voltado para fazer com que sites que não tenham adaptações para a leitura em dispositivos móveis sejam exibidos de maneira mais amigável nos aparelhos. Infelizmente, para muitos, grande parte da aplicação foi descontinuada pela companhia.

No entanto, ainda é possível utilizar o domínio do Google Mobilizer para acessar páginas que, por qualquer motivo, estejam bloqueadas para a sua região. Para isso, você deve escrever o endereço do Google Mobilizer seguido da URL da página que você deseja acessar. O resultado dever ser algo como o exemplo abaixo:

http://www.google.ie/gwt/x?u=http://www.enderecodapagina.com/

Diferente do que acontece com o Google Tradutor, no caso de você acessar um site por meio do Google Mobilizer, o CSS não é mantido conforme o original. Por isso, ele é mais adequado para quando você precisa entrar em um site composto em sua maior parte por texto. Assim como o serviço citado no tópico anterior, nem sempre esse recurso funciona corretamente.

Google Modules

O Google Modules representa um domínio que faz parte dos serviços de personalização da Google. Basicamente, ele serve para hospedar gadgets que foram utilizados na página do buscador da empresa ou ferramentas criadas por terceiros que podem ser incorporadas em outros sites. No entanto, é possível utilizar o endereço do serviço também para acessar páginas que estejam bloqueadas, o digitando e adicionando o site desejado no final. A URL deve ficar da seguinte forma:

http://www.gmodules.com/ig/proxy?url=http://www.enderecodapagina.com/

A grande vantagem deste serviço com relação aos outros citados anteriormente é que ele possibilita fazer o download de conteúdo de vários formatos. A visualização perde a formatação original, mas é possível acessar todo o material disponível na página. Como já mencionado, esta solução pode nem sempre ser capaz de eliminar o bloqueio.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Privacidade na internet, uma ameaça para o Big Data

Dúvidas decorrentes do escândalo Snowden sobre privacidade na internet.


A partir do vazamento das informações através de Edward Snowden, um técnico de uma das prestadoras de serviço contratada pela National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos, muitos questionamentos surgiram na área de segurança digital, relacionados a efetividade das ferramentas disponíveis e o que era respeitado, em termos de privacidade, por todos os serviços, tanto gratuitos como pagos, na web.
Há muita coisa sendo dita aos quatro cantos do planeta, mas não há nada além da declaração de Snowden e de um jornalista norte-americano, Glenn Greenwald, mesmo assim o alerta foi dado.
Agora você deve estar se perguntando, qual é a relação desse assunto com o Big Data?
A partir do momento em que uma das frentes do Big Data que utiliza informações sobre o perfil de cada usuário na web, o que costuma ler, pesquisar, comprar e etc, sofrer com o bloqueio da divulgação dessas informações por meio de aplicações que criptografam dados, a ameaça se torna clara. Imagine que tudo que você transaciona e interage nesse ambiente seja criptografado ponta a ponta, onde somente as empresas ou pessoas designadas possam ler o que for compartilhado.
Muitos empreendedores atentos a isso, já começaram a divulgar, mesmo sem possuir nada de efetivo em mãos, que soluções começarão a ser disponibilizadas a partir de novembro de 2013, porém quem atua no ramo da segurança digital, sabe que não muito bem assim que as coisas funcionam.
É necessário deixar claro a você que a privacidade é algo que não pode ser objeto de um jogo, onde tem de ser tratada como algo binário (existe ou não existe).

segunda-feira, 8 de julho de 2013

4 ferramentas que dificultam o rastreamento na internet



   Ninguém pode ouvi-lo gritar no espaço, mas se você chegar a sussurrar na Internet, você pode ser rastreado por uma dúzia de organizações e pode ser registrado para a posteridade. Apenas visitar uma página pode permitir que seus operadores descubram sua localização física, identifiquem informações detalhadas em seus  dispositivos, e instalem cookies de anúncios que podem rastrear seus movimentos pela internet. 
   Existem algumas pequenas coisas cruciais que você deve saber antes de seguir o caminho para o anonimato online. Primeiro, é importante saber como os proxies funcionam para que você possa compreender suas falhas. Proxies agem como intermediários enquanto você está navegando a internet, estabelecendo a comunicação entre seu computador e a página que você deseja acessar anonimamente. Caso você faça tudo certo, a página alvo verá apenas os dados do proxy (do intermediário). Ela não conseguirá identificar o seu endereço IP real ou outras informações pessoais.
   As páginas que você está acessando não terão a mínima ideia de quem é você, mas o intermediador certamente terá (e alguns serviços proxy guardam logs de servidor sobre a atividade dos usuários, que podem ser intimados). Por essas razões, é importante fazer uma boa pesquisa antes de escolher um serviço proxy. Além disso, páginas podem acessar dados armazenados por complementos de navegadores e tentar, assim, rastrear seu endereço de IP atual.

Algumas Soluções 

   TOR: Trata-se de uma ferramenta poderosa de navegação anônima, que torna o usuário virtualmente irrastreável. Entretanto, ele é muito lento e requer voluntários para servir como 'nós' do sistema.

   Para funcionar, o TOR precisa de usuários funcionando como nós do meio do caminho dos dados, que é relativamente seguro por transmitir apenas informações encriptadas. Entretanto, também é necessário o nó final, que transmite a resposta da solicitação do usuário, que pode ser rastreado e ligado a possíveis ações ilegais que possam vir a acontecer utilizando este anonimato, então há um risco.

   Off-the-record messaging: Trata-se de um protocolo de de bate-papo mais seguro, por conter encriptação na troca de mensagens. A maioria dos grandes mensageiros instantâneos não conta com este recurso e boa parte dos alternativos também não; entretanto, eles contam com a possibilidade de incluir um plug-in para isso. Pidgin, Trillian, Miranda, por exemplo, são softwares que permitem a instalação do plug-in.

   HTTPS everywhere: O nome é quase auto-explicativo. É um plug-in desenvolvido pela própria EFF, que faz com que os usuários se conectem a sites utilizando o protocolo HTTPS automaticamente, quando estiver disponível. Desta forma, a comunicação entre usuário e servidor é encriptada, e é mais difícil obter as informações do usuário. Disponível como plug-in para Firefox e Chrome

   TOSBack: Outra ferramenta criada pela EFF para monitorar os termos de serviço dos principais sites da internet. Ele guarda os termos antigos e permite a comparação com os novos para saber se houve algum tipo de alteração não divulgada para o público nos termos de serviço.


domingo, 30 de junho de 2013

Como criar seu proprio servidor de arquivos em casa

Sendo assim, que tal montar seu próprio servidor de arquivos? Além de ser fácil e rápido, o procedimento é bastante barato, visto que você pode usar peças de PCs antigos que você não utilize mais (ou comprá-las em lojas de artigos usados). Além de armazenar de forma mais segura e privada os seus dados importantes, você também pode usar seu servidor para hospedar sites (economizando aquela graninha que você gastava no seu host).


Monte o hardware

  • Uma placa-mãe (não precisa ser um modelo muito recente);
  • Um processador de pelo menos 2 GHz ;
  • No mínimo 512 MB de memória RAM;
  • Um disco rígido da quantia que você desejar. Quanto mais melhor!

Instale Linux

Não importa se você é um fã da Microsoft e não consegue se desapegar do clássico sistema operacional Windows: é necessário instalar o Linux para fazer seu servidor funcionar corretamente. Recomendo que opte pelas distribuições Ubuntu ou Xubuntu. Ambas são completamente gratuitas e razoavelmente leves, não ocupando muito espaço em seu precioso disco rígido.(são as mais utilizadas para quem não tem muito conhecimento sobre linux, ótimas para quem quer começar).

Configure o compartilhamento de arquivos

hora de iniciar as configurações e todo o trabalho pesado. Antes de tudo, instale o Samba, o programa que fará seu computador atuar como servidor e permitir o compartilhamento de arquivos em rede. Você pode consegui-lo através do próprio Synaptic (pesquisando novas aplicações e marcando-o para instalação) ou pela Central de Programas do Ubuntu.

Abra o terminal (Painel de controle > Terminal ou hotkey Ctrl+Alt+T) e digite sudo su para entrar no modo root. Será necessário reinserir a sua senha. Entre no diretório de instalação do Samba digitando cd /etc/samba. Escreva gedit smb.conf e aperte Enter para iniciar o processo de configuração.


Apague todo o texto do documento (segure as teclas Ctrl+K até deletar tudo) e cole/digite o texto que pode ser encontrado neste link (substituindo “Name” e “Server Name” com o nome de usuário e nome da máquina). Salve o documento (Ctrl+O) e feche-o (Ctrl+X). É necessário especificar uma senha para acessar o Samba; para isto, digite o comando sudo smbpasswd -a. Por fim, reinicie os processos do programa, escrevendo sudo restart smbd e sudo restart nmbd.


Adicionando capacidade FTP

Abra o terminal outra vez (novamente: Painel de controle > Terminal ou hotkey Ctrl+Alt+T) e ganhe acesso root de novo (digitando sudo su e inserindo sua senha do SO). Escreva o comando sudo apt-get install proftpd para instalar o software ProFTPD. Quando você for questionado sobre o tipo de servidor que deseja configurar, escolha a opção “Standalone”.

Mude para o diretório de instalação com a mensagem cd /etc/proftpd/. Configure-o digitando o comando sudo gedit /etc/proftpd/proftpd.conf. Substitua todo o conteúdo do arquivo que se abre pelo código que pode ser encontrado neste link.

Salve as configurações (Ctrl+O e em seguida Ctrl+X) e reinicie o servidor, inserindo o comando /etc/init.d/proftpd restart.

Configure o acesso Shell (SSH)

Ainda no terminal e em modo root, instale o OpenSSH (apt-get install openssh-server) e o VNC Server (sudo apt-get install vnc4server). Configure uma senha para este último aplicativo (digite vncpasswd e insira duas vezes uma senha de 6 caracteres). Crie um comando de login personalizado digitando sudo gedit /usr/local/bin/sharex11vnc. Um novo arquivo será aberto e você deve colar/digitar o seguinte conteúdo dentro dele:


#!/bin/sh
x11vnc -nap -bg -many -rfbauth ~/.vnc/passwd -desktop "VNC ${USER}@${HOSTNAME}" \
|grep -Eo "[0-9]{4}">~/.vnc/port


Defina os direitos do usuário através do comando sudo chmod 755 /usr/local/bin/sharex11vnc. Feche o terminal e permita que o script do VNC Server recém-criado seja iniciado junto ao Linux: percorra o caminho Painel de Controle > Aplicativos de Sessão e clique no botão “Adicionar”. Escreva sharex11vnc nos dois primeiros campos da janela que se abre e dê um “Ok”.
Por fim, ative o login automático de sua conta no Ubuntu (percorrendo o caminho Aplicações > Configurações > Contas de Usuário e marcando a caixa de seleção “Iniciar sessão automaticamente”).

Para se conectar ao seu servidor, você pode usar diversos programas como o PuTTy ou o FileZilla. Na maioria das vezes, tudo o que você precisa fazer é definir o endereço IP do servidor (você deve conferir essa informação antes a partir do PC com Linux), informar a porta (5900) e o destino (localhost:5900).